24 de Janeiro

 Segunda semana chegou ao fim. Amanhã a primeira aula da terceira semana acontece. Ou seja, estamos na metade do caminho. Acho que, nesse ponto, muitas coisas já podem ser pesadas. 

Continuo tirando muitas coisas boas dessa experiência. Fico feliz em dizer que os alunos são fiéis às aulas. Sempre estão lá, com seus silêncios pontuais, suas interações repentinas. Muitas experiências compartilhadas, sempre numa boa conversa. Percebo que os alunos têm muitos interesses em comum, como pautas sociais e - no caso do nosso tema - relações entre religião e cultura. Isso sempre gera posicionamentos interessantes e um bom engajamento nas atividades. 

No entanto, esse tempo também demonstrou algumas falhas nesse mecanismo dos cursos de extensão. É inegável a discrepância do número de inscritos e dos presentes. Eu até poderia achar que é por falta de interesse, mas não se trata de gente que some no meio do percurso. Falo de quem sequer apareceu, que se inscreveu, mas nem veio dar um oi. Isso não seria lá um problema em outras circunstâncias, afinal, ninguém é obrigado a comparecer num ambiente virtual que não se interessa. Mas a impossibilidade de abrir para ouvintes torna essa uma experiência muito injusta. Estamos dando aula para metade do planejado, tendo gente que queria vir - conheço vários - e não podem por não ser permitido. Todo o material que preparamos, toda a conversa que desenvolvemos... Tudo isso na velocidade 1/2.

Agora entraremos na série de aulas sobre o dia dos mortos. Estou ansioso. Adoro o México (e amo um papo obscuros [ou não]).

Comentários

  1. Esse ponto da evasão, do não comparecimento dos alunos inscritos e que não aparecem nas aulas é um ponto de reflexão. Em nossas reuniões de supervisão já havia comentado, e ressalto: deixem para os próximos colegas (alunos de licenciatura) e professores um registro, um documento coletivo , propondo inclusive alternativas, mecanismos que alterem esse cenário. E traga possibilidades àqueles e àquelas que querem , efetivamente, participar.
    Tratar de temas interdisciplinares, entre a cultura e a língua, é uma das propostas mais enriquecedoras no processo de ensino e aprendizagem de línguas. A riqueza temática proporciona aulas e cursos muito diversificados. Portanto, com possibilidades de inúmeros perfis. Olhar para as manifestações artísticas e culturais tanto da América Latina, do Caribe e da Espanha é um exercício obrigatório para quem seguirá o caminho da docência.
    Joana Rodrigues, janeiro de 22.

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