15 de Janeiro

 Ontem tivemos a segunda aula. Menos gente, um pouco menos de participação. Aos professores: entendo agora a frustração do silêncio na sala virtual. É esquisito fazer perguntas, comentários e olhar a tela do computador sem nenhum rosto, no máximo uma foto. Saber que tanta gente está ali, mas sequer podemos garantir que nos olham ou nos ouvem. Quando ninguém nos responde, não sabemos se é pela timidez, por não saber o que dizer, ou se simplesmente não estão ali. Talvez tenham deixado a janela do meet aberta, esperando a lista de presença, e essa seja toda a participação que estão dispostos a dar. 

De qualquer modo, alguns alunos interagem bastante, fazem comentários bem pertinentes. Confesso que é um alívio. Até agora, conseguimos preencher bem o tempo do curso, intercalando nossas vozes com as dos alunos nas interações. Mas não vou fingir que não temo por um aumento gradual do silêncio. Acho que não acontecerá, começo a perceber que quem fala vai continuar falando, e quem só ouve vai continuar ouvindo. E está tudo bem, faz parte.

Está sendo interessante ministrar um tema para um grupo, isso é coisa nova pra mim. Acho que estou pegando o jeito.

Comentários

  1. Vivenciar a aula no formato remoto sob a perspectiva dede um outro lugar é uma experiência rica, sem dúvida, mas nos coloca também no lugar do outro; . Nessa troca de professor/aluno, o dia a dia é que vai tecendo a história e dando espaço para as experiências e reflexões. Talvez esteja aí a primeira etapa dessa compreensão do que é dar aulas. Siga! Vivenciando, experimentando e anotando.

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